A queda do risco brasileiro e os cenários externo e interno | Phi Investimentos

A queda do risco brasileiro e os cenários externo e interno

A queda do risco brasileiro e os cenários externo e interno

Frente à expectativa de que os países emergentes figurassem em um território negativo após a eleição de Donald Trump nos EUA, a situação se mostra relativamente estável. Com isso, as economias emergentes têm acumulado altas em seus índices acionários, como a valorização da moeda e a retração nos prêmios de risco.

Os maiores riscos advindos dos EUA, como medidas protecionistas, represália comercial e promessas de estímulo fiscal (algumas inclusive já realizadas) ainda fazem parte das políticas de Trump. Mesmo assim, os ativos dos países têm tido bom desempenho em 2017.

Olhando além do “fator Trump”

Para explicar o bom momento dos países emergentes é importante ir além da influência de Trump:

  1. Os preços de commodities foram mantidos pela expansão da economia global;
  2. a recessão econômica da China é cada vez menos provável;
  3. e a concepção de gastos mais volumosos com infraestrutura nos EUA, também são pontos importantes para explicar o desempenho econômico.

No Brasil, os principais ativos mostram um resultado positivo no ano com o aproveitamento da janela externa. Porém, o comportamento dos ativos domésticos leva ao questionamento: Seria essa melhora um reflexo do cenário externo?

É perceptível que, logo após a eleição de Trump, avanços positivos ocorreram em território nacional. A PEC do teto dos gastos, o desenrolar da reforma da Previdência, além de outras medidas anunciadas com o intuito de melhorar o cenário doméstico do país, melhorando a produtividade interna.

Isso, somado a desaceleração da inflação possibilita um ciclo de relaxamento monetário mais intenso, auxiliando a recuperação do crescimento. Por consequência, o risco-país tem diminuído pouco a pouco, influenciado mais pelo cenário interno do que pelo externo.

Os ajustes fiscais

Ajustes fiscais podem sim trazer uma maior flutuação e correção aos ativos brasileiros. Com a reforma da Previdência em ritmo mais lento do que o esperado e as incertezas sobre o cumprimento da meta fiscal de 2017, o clima de tensão se mantém.

Ou seja, mesmo em um bom início de ano e com um desempenho positivo para o Brasil e para outras economias emergentes, situações envolvendo os ajustes fiscais podem modificar a cenário e trazer novas preocupações.

Leia o artigo do Valor na integra aqui: Fatores externos e internos na queda do risco brasileiro

Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da TORO Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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