Alarmes de crise bancária soam na China | Phi Investimentos

Alarmes de crise bancária soam na China

Alarmes de crise bancária soam na China

Com dívidas a níveis recordes, crise pode surgir no médio prazo

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Quando se fala da economia global, se fala em China. Nos últimos anos, o país do imperadores tem mostrado sinais de arrefecimento, o que preocupa todo o mercado, sejam os países dependentes diretamente da demanda chinesa ou não.

Os números do país mais expressivo da Ásia caem desde 2014. Em 2015, o país contou com intensa saída de capital, perdendo mais de US$ 1 trilhão em investimentos. O setor da exportação também sofreu perdas (11% ante 2014) e os sinais de um crescimento cada vez mais vagaroso trouxeram um retorno negativo para os chineses.

Dívida gigantesca

A dívida chinesa chegou a um nível recorde no primeiro trimestre de 2016. A preocupação do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS) soou um alerta: um estudo com 31 países – entre eles EUA e Reino Unido – demonstrou que o fato poderia alavancar uma crise bancária em um prazo mediano, sendo a dívida chinesa o fator de maior importância.

A diferença entre o nível de crédito e o Produto Interno Bruto (PIB) chinês alcançou 30,1% no primeiro trimestre, sendo que o nível considerado seguro para um sistema bancário seria abaixo de 10%. Com isso, é possível entender a preocupação do mercado.

O BIS afirma que a China está no sinal vermelho, o que também reforça a possibilidade de uma crise nos próximos três anos. Outro alerta da instituição é que o aumento de crédito pode rapidamente refletir em outras crises.

Causa e consequência

A China – que até então, tinha as exportações e os investimentos públicos como principal força econômica – está em um momento de transição econômica e o consumo é o principal motor de crescimento.

Com essa meta como sua nova base, o país tenta estimular o tímido crescimento chinês fomentando o crédito com taxas baratas (uma estratégia já desacreditada por alguns economistas). Em agosto, quatro grandes bancos chineses anunciaram que houve um aumento considerável dos créditos com risco no início do ano.

De acordo com a Academia Chinesa de Ciências Sociais, uma think tank do governo (instituição que fomenta estudos), a dívida chinesa em 2015 foi de 168,48 trilhões de iuanes, equivalendo à 249% do PIB do país.

O grande problema é que a China tem enorme importância para a economia mundial e por isso, uma crise bancária poderia trazer severas consequências.

Segundo alguns analistas, as grandes reservas de divisas, o controle das autoridades perante os bancos e as medidas implementadas por Pequim, podem ajudar a conter o pior, oferecendo permuta da dívida por ações.

Já observadores do Fundo Monetário Internacional (FMI), dizem que é imprescindível que esse problema tenha resolução, uma vez que é certo que uma crise com essas características causaria danos em toda economia mundial.

Observar e analisar as circunstâncias que envolvem a China nunca foi tão necessário, principalmente para investidores e empresários brasileiros, que tem no país asiático um dos principais parceiros do mercado internacional.

Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da PHI Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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