As consequências da guerra do aço para o Brasil | Phi Investimentos

As consequências da guerra do aço para o Brasil

As consequências da guerra do aço para o Brasil

Mesmo com isenção, barreira comercial pode ter implicações graves na economia brasileira

As consequências da guerra do aço para o Brasil

As medidas protecionistas do presidente norte-americano Donald Trump têm preocupado os especialistas devido a seus prováveis efeitos no plano mundial. No início de março, Trump confirmou que vai impor uma tarifa de 25% sobre a importação do aço e de 10% sobre compras de alumínio. O motivo da taxação seria a manutenção da segurança nacional.

As sanções visam a atingir principalmente a China, que inunda o mercado com preços baixos. A medida foi recebida com fortes críticas pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Após o anúncio das taxações, Cecilia Malmstrom, comissária de Comércio da Europa, alertou que “essas medidas terão um impacto negativo para as relações transatlânticas e para os mercados globais”. O diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, afirmou que o avanço do protecionismo é uma preocupação real e salientou o risco de recessão.

No Brasil, após o anúncio de Trump, os papéis das siderúrgicas Usiminas e CSN caíram 4,22% e 4,43%, respectivamente. Apenas as ações da Gerdau foram na contramão do movimento de baixa das empresas do setor, subindo 3,19% e liderando a ponta positiva do Ibovespa.

Brasil está isento da tarifa

Em 20 de março, durante o pregão da B3, o Ibovespa fechou o dia em leve alta (0,3%, a 84.163 pontos), somando um volume financeiro de R$8 bilhões e interrompendo uma série de quedas. Em meio à repercussão favorável de dados de vendas de aço – que geraram expectativas positivas para o setor – as siderúrgicas brasileiras Gerdau, Usiminas e CSN se destacaram mais uma vez:

  • GERDAU PN registrou alta de 4,72%
  • USIMINAS PNA teve elevação de 3,3%
  • CSN registrou alta de 1,94%

No dia 22 de março, o representante de Comércio nos EUA, Robert Lighthizer, anunciou que 7 dos maiores exportadores de aço, incluindo o Brasil, estarão isentos da sobretaxa. Brasil, Argentina, Austrália, Coreia do Sul, México, Canadá e membros da União Europeia são considerados parceiros comerciais pelo governo americano e terão negociações em separado. A previsão é que um acordo comercial entre os países seja firmado até o dia 1º de maio.

O governo brasileiro tentará manter a suspensão das tarifas, visto que cerca de 1/3 de suas exportações de aço vão para os EUA. Atualmente, o Brasil é o 2º maior exportador de aço para os Estados Unidos, atrás somente do Canadá.

Exportações de aço para os EUA
Fonte: G1

Consequências da “guerra comercial”

Mesmo com a isenção, a barreira pode ter implicações graves na economia brasileira. Rússia, Turquia, Japão, Taiwan e China também exportam aço e ficaram de fora da suspensão. O fechamento norte-americano a esses exportadores pode causar o redirecionamento do fluxo de aço excedente, desestabilizando o mercado. O governo deve monitorar as importações e verificar possíveis variações.

Porém, as medidas de Trump contra a China vão além da taxação do aço. O presidente assinou também um documento que prevê tarifas de até US$ 60 bilhões sobre produtos chineses. O governo chinês já anunciou retaliação. A guerra comercial deve deixar sequelas em toda a economia mundial. O cenário de temor já gerou recuo em bolsas de valores ao redor do mundo, o que demonstra um aumento no risco de uma desestabilização econômica.

Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da PHI Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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