Cenário doméstico: o comércio quer parte do seu FGTS | Phi Investimentos

Cenário doméstico: o comércio quer parte do seu FGTS

Cenário doméstico: o comércio quer parte do seu FGTS

Desde o dia 10 de março, quando as contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foram liberadas para saques, o comércio vem realizando promoções para melhorar o desempenho das vendas (principalmente no varejo) neste ano. Essa estratégia tem ligação com o desempenho do ano passado. Segundo dados do IBGE, em 2016, a queda de vendas no comércio chegou perto de 7%.

O varejo tem oferecido vantagens semelhantes as oferecidas durante períodos de pico, como o Natal e o Dia das Mães:

  • Pagamentos em até 20 parcelas nos cartões das lojas;
  • carnês com parcelas menores;
  • e compras parceladas em 15 vezes – quando o padrão é em apenas 10 vezes – são algumas das vantagens promovidas atualmente pelas grandes redes.

O consultor econômico Nicola Tingas, da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), afirma que esse cenário pode ser interessante ambos os lados. O consumidor tem oportunidades para negociar descontos e o comércio cria a chance de diminuir a inadimplência (além de dar vazão ao estoque).

Diana Benfatti, planejadora financeira da Planejar, alerta que em compras a longo prazo sempre haverá juros embutidos nas parcelas, mesmo que o anúncio seja “sem juros”. Segundo Benfatti, “o que vale a pena é negociar um bom desconto, assim está dando valor ao seu dinheiro”.

A FECOMERCIO de São Paulo afirma que o comércio varejista poderá ter um ganho de 2,5% com esses recursos, o que pode movimentar algo e torno de R$ 15 bilhões.

Bancos se preparam para entrar na disputa

O governo regulamentou o uso do FGTS como garantia do consignado (empréstimo descontado diretamente na folha de pagamento). Com isso, os bancos poderão firmar convênios com empresas e os funcionários poderão usar até 10% do saldo do FGTS como garantia do empréstimo, com um prazo de até 48 meses e taxa máxima de juros de 3,5%. Em caso de dispensa, o banco poderá reter até 100% da multa rescisória.

Maurício Godoi, professor da Saint Paul – centro de estudos em finanças e negócios criado para desenvolver e valorizar a formação profissional – explica que esse recurso pode ser vantajoso para aqueles que não conseguem pagar suas dívidas, uma vez que é possível trocá-las pelo consignado, que é um empréstimo com juros menores.

Ainda dentro desse assunto, o FGTS cria diversas possibilidades de investimento e compra, porém, caso seja mal utilizado, compromete o que pode ser a única poupança do contribuinte.

Os principais bancos brasileiros ainda estudam como oferecer esse novo tipo de consignado porque umas das principais dúvidas diz respeito ao juro cobrado, que é baixo, e o alto custo da análise de perfil.

Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da TORO Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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