China, EUA e União Européia: O risco da Guerra Comercial | Phi Investimentos

China, EUA e União Européia: O risco da Guerra Comercial

China, EUA e União Européia: O risco da Guerra Comercial

Um dia após à expiração do prazo de reconhecimento da China como uma economia de mercado, a capital, Pequim, iniciou um processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a União Européia (UE) e os EUA. Em um cenário fraco para a economia mundial, um conflito como esse pode gerar complicações.

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Em paralelo a essa ação iniciada pelo governo chinês, os EUA pediram que a OMC iniciasse uma investigação contra a China, com a suspeita de que o país teria dado US$ 100 bilhões a mais em subsídios agrícolas do que o limite o qual se comprometeu.

A busca pela classificação (e por bonificações)

Desde o último domingo (11), a China requisita o reconhecimento dos países membros da OMC por ser uma economia de mercado. A alegação de Pequim é que outros países parceiros tiveram 15 anos para lidar com as investigações de defesa comercial, utilizando preços e custos de outras nações para calcular a margem de dumping (ato de colocar a venda produtos com preços abaixo do mercado internacional) – dos produtos chineses.

Com o fim dessa flexibilidade, a margem de dumping da produção chinesa aumentaria, assim como as sobretaxas aplicadas contra o país. Por isso, a China pede que as metodologias sejam as mesmas utilizadas em outros países porque isso diminuiria a taxação excessiva e melhoraria a competitividade dos produtos chineses no mundo.

Essa réplica do governo chinês surpreendeu a OMC, uma vez que a expectativa era que o país esperaria uma nova investigação sobre a metodologia utilizada.

Do outro lado: Estados Unidos e União Europeia

As consequências dessas sobretaxas sobre produtos chineses afetam diretamente tanto a potência norte-americana quanto a UE. Ambas as nações possuem listas de países considerados economias de mercado, com o objetivo de barrar produtos mais baratos originados de outras localidades. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirma que não diminuirá a pressão contra a China, acusando o país de praticar um comércio desleal e de originar de metade do déficit comercial norte-americano.

Enquanto isso, Pequim deixou um alerta para outros países membros da organização: respeitem as obrigações sem atraso. O governo chinês afirma que irá defender seus interesses e direitos com firmeza, considerados por eles, legítimos. Segundo um porta-voz da OMC, a Europa discute uma metodologia neutra para avaliação da defesa comercial.


Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da PHI Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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