Como investir no Brasil morando no exterior? | Phi Investimentos

Como investir no Brasil morando no exterior?

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Em tempos de crise econômica, muitos brasileiros têm buscado oportunidades de uma vida melhor fora do país. Segundo dados divulgados pela Receita Federal, entre 2014 e 2016 foram entregues mais de 55 mil Declarações de Saída Definitiva do País. Contudo, estima-se que esse número seja ainda maior, visto que há pessoas que saem do país sem entregar a declaração.

Se você é brasileiro, mas mora no exterior e quer investir na sua terra natal, há diversas maneiras de fazê-lo.

Investidor não-residente

É considerado brasileiro não-residente aquele que entregou a Declaração de Saída Definitiva do País à Receita Federal ou que está no exterior há mais de 12 meses consecutivos.

Investir no Brasil funciona de maneira diferente para quem não mora no país. As normas para investidores não-residentes são regidas pela Resolução nº 4.373, emitida em 2014 pelo Banco Central. Não-residentes devem abrir uma CDE (Conta de Domiciliado no Exterior), em vez de uma conta bancária brasileira comum. Há também diferenças nos impostos:

  • Não é necessário entregar a Declaração Anual de Imposto de Renda (DIRPF)
  • E a tributação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Imposto de Renda (IR) é diferente

Há pessoas que optam por não entregar a declaração e fazer uma viagem ao Brasil pelo menos uma vez por ano para manter a condição de residente. Isso traz algumas vantagens. Por exemplo: quando a condição de residente é mantida, o processo de investir permanece normal. É como se o investidor estivesse morando no Brasil.

Algumas opções de investimento

Apesar de possíveis, algumas opções de investimentos muito populares no país — como o Tesouro Direto, por exemplo —  tem um custo mais elevado para quem mora no exterior. Nesses casos é necessário contratar um representante legal (que pode ser uma instituição financeira) para fazer relatórios mensais dos investimentos à CVM (Comissão de Valores Monetários).

Também é possível fazer investimentos no exterior que aplicam em títulos brasileiros:

  • ETFs (Exchange-Traded Funds) — fundos de ações que acompanham um índice da bolsa de valores ou títulos de renda fixa — que são vinculados a títulos do Brasil;
  • Debêntures de empresas brasileiras emitidos no exterior;
  • ADRs (American Depositary Receipts) de companhias brasileiras negociados nos Estados Unidos.

Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da PHI Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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