Confira 10 dicas para saber como declarar os seus investimentos | Phi Investimentos

Confira 10 dicas para saber como declarar os seus investimentos

Confira 10 dicas para saber como declarar os seus investimentos

TOROInvestimentosIR2016-10-dicas-ara-saber-como-declarar-os-seus-investimentos

O prazo para declarar o Imposto de Renda 2016 já começou. Confira 10 dicas do planejador financeiro e sócio-diretor da PHI Investimentos, André Chede, traz para lhe ajudar a declarar corretamente os seus investimentos.

  1. O Informe de Rendimentos, enviado por Bancos e Corretoras, serve para informar os rendimentos das aplicações e todos os impostos recolhidos na qual essa instituição financeira é a emissora. Hoje em dia, a maioria disponibiliza o documento através de acesso online em sua área restrita para cliente.
  2. O extrato da posição em 31/12 do ano anterior mostra os investimentos que o contribuinte precisa declarar à Receita. Porém, é importante salientar que o valor a ser declarado é o de aplicação e não o valor atualizado na virada do ano.

Sobre as operações em Bolsa de Valores, de Mercadorias e Futuros:

  1. O Imposto de Renda nesse tipo de operação deve ser recolhido mensalmente até o último dia do mês subsequente à alienação, e não somente apenas na declaração anual. O investidor que vender até R$ 20.000,00 no mercado à vista em ações ou ouro no mês, está isento, e nos demais casos deve pagar Imposto através de DARF que pode variar de 15% à 20% sobre o lucro líquido dependendo do produto.
  2. O investidor que tiver prejuízos em investimentos de Renda Variável deve inserir a informação na Declaração Anual, pois estes valores podem ser compensados com ganhos futuros, desde que na mesma classe de ativo. Não há prazo limite para utilizar esse benefício.
  3. Para declarar os Proventos recebidos: dividendos devem ser declarados na tabela de Rendimentos Isentos e não Tributáveis, no campo “Lucros e dividendos recebidos pelo titular e dependentes”, enquanto os Juros sobre Capital Próprio deverão ser declarados na tabela Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva, no campo “Outros Rendimentos recebidos pelo titular”.
  4. Os rendimentos de aluguéis recebidos de Fundos Imobiliários, assim como os Dividendos, são declarados na aba “Rendimentos Isentos e Não Tributados”. O Programa da Receita ainda não possui um campo específico, por isso eles devem ser declarados na opção “Outros”. Neste caso, o contribuinte deve inserir o CNPJ da administradora, e usar o do próprio fundo apenas na discriminação de “Bens e Direitos”.

Sobre os Planos de Previdência Privada PGBL e VGBL:

  1. O PGBL e VGBL possuem formas diferentes de tributação. Contribuições feitas ao VGBL não são dedutíveis do IR e são similares a outras aplicações financeiras, enquanto as contribuições feitas ao PGBL são dedutíveis do IR em até 12% da renda bruta anual, e são indicadas apenas para quem realiza a declaração pelo formulário completo.
  2. Para declarar as contribuições feitas ao VGBL, utilize o campo “Tabela de Bens e Direitos” sob o código referente à Vida Gerador de Benefício Livre, e o valor a ser declarado é o de aplicação, e que consta no informe de rendimentos.  Já as contribuições feitas no PGBL entram como despesa, e devem ser inseridas na “Tabela de Pagamentos Efetuados” sob o código referente à Previdência Complementar.

Aspectos gerais da Declaração:

  1. Em muitos casos são necessárias informações mais detalhadas das empresas (por exemplo, o CNPJ). Além de encontrar nos Informes de Rendimentos para as empresas de capital aberto, é possível acessar no site da BM&FBovespa clicando aqui.
  2. O contribuinte sempre possui dúvidas quando vai descrever seus investimentos na Declaração, para isso você poderá contar com uma tabela que o próprio programa da Receita disponibiliza com instruções. Para acessá-la, vá em Ajuda -> Instruções de preenchimento -> Tabelas -> Tabela de Códigos de Bens e Direitos.

André Alvarenga Chede, CFP®

Engenheiro de Produção pela PUCPR, pós-graduado em MBA Finanças Empresarias pela UP, habilitado pela ANCORD como Agente Autônomo de Investimento, aprovado no PQO da BM&FBovespa, autorizado pela ANBIMA no CPA-20, corretor de Seguros de Vida e Previdência pela SUSEP, e Planejador Financeiro certificado internacionalmente com o CFP® (Certified Financial Planner) pelo IBCPF. É sócio-fundador da PHI Investimentos e atua como profissional no Mercado Financeiro desde 2008. Professor e palestrante de cursos e palestras sobre Finanças Pessoais, Bolsa de Valores, Tesouro Direto e Fundos Imobiliários.

Related posts

InvestSim: 1º Simpósio de investimentos debate as principais oportunidades em investimentos no Brasil

Realizado nesta segunda-feira, 03, pela PHI Investimentos em parceria da Guide Investimentos, o  I° Simpósio de Investimentos do Paraná – INVESTSIM reuniu em um único dia, 500 participantes e 15 palestrantes de destaque no mercado financeiro nacional que juntos são responsáveis pela gestão de mais de R$100 bilhões. O...

Read More

Qual é o valor mínimo para investir?

Um dos maiores mitos sobre investimentos é a ideia de que é necessário ter uma grande quantia de dinheiro sobrando para começar a investir. Porém, é possível sair da poupança e aprofundar-se no mundo dos investimentos com muito pouco. Uma das principais dúvidas de investidores iniciantes é quanto ao valor...

Read More