Conheça 4 fatores para escolher o melhor investimento | Phi Investimentos

Conheça 4 fatores para escolher o melhor investimento

Conheça 4 fatores para escolher o melhor investimento

Do UOL Notícias / Economia, em São Paulo (14/12/12)
Por Epaminondas Neto
De forma consciente ou não, todo investidor é forçado a fazer uma opção entre pelo menos quatro fatores na hora de decidir o destino de seu dinheiro:
  1. O risco da aplicação;
  2. o rendimento esperado;
  3. a liquidez (a facilidade em resgatar o dinheiro);
  4. e o “tíquete” (o valor mínimo para fazer a aplicação).

Dificilmente o poupador vai encontrar uma aplicação ideal, isto é, em que esses quatro fatores se encaixem perfeitamente.

A poupança alia risco muito baixo e alta liquidez (é possível sacar a qualquer momento o dinheiro aplicado, sem muito custo), mas pune o investidor na questão do rendimento. Pelas novas regras a poupança perde para a inflação em várias ocasiões.

No outro extremo, investir em ações é bem mais interessante do ponto de vista do rendimento. Mesmo em um momento adverso para a Bolsa de Valores é possível achar papéis cujos preços subiram mais de 40% num ano e algumas vezes, em apenas um mês.

Mas o risco dessa aplicação é muito maior. Os preços das ações costumam variar de uma maneira que relativamente poucos suportam.

A questão da liquidez também é complicada. Embora seja fácil comprar e vender uma ação da Petrobras, por exemplo, saber o momento certo de fazer uma e outra operação é uma tarefa difícil: às vezes é preciso esperar muito tempo antes que seja realmente vantajoso resgatar os recursos aplicados.

Como equilibrar os fatores na hora de escolher a aplicação

De acordo com o destino do dinheiro, é melhor privilegiar um fator sobre os demais.

Para acumular dinheiro com vistas à aposentadoria, a facilidade em resgatar o dinheiro não deveria ser a prioridade, mas sim, o rendimento da aplicação escolhida, salientam especialistas.

Como regra geral, para conseguir um rendimento maior, quase sempre é necessário correr mais riscos.

Luiz Jurandir de Araújo, professor de Finanças da Universidade Metodista, de São Paulo,  sugere que o investidor aplique em títulos da dívida federal como a NTN-B (Nota do Tesouro Nacional). Pelo Tesouro Direto, é possível comprar uma NTN-B que vence em 2035, que protege o dinheiro da inflação e ainda paga juros (que eram de 4% ao ano, nesta sexta).

O Tesouro Nacional recompra esse papel toda quarta-feira, pagando os preços atuais do mercado. Mas nem sempre esses preços são os mais interessantes para o poupador num determinado momento.

Ele também indica o investimento em ações. No longo prazo, em tese, o poupador pode esperar que o preço do papel escolhido se recupere de eventuais perdas no meio do caminho.

“O dinheiro que vai ser aplicado em ações, pensando em aposentadoria, não pode ser aquele dinheiro que vai ser necessário em emergências”, afirma Evandro Martins, diretor da área de varejo da Gradual Investimentos.

“Quanto mais nova a pessoa, mais risco ela pode correr em suas aplicações. De maneira contrária, quanto mais velha, mais ela deveria se afastar dos investimentos mais arriscados. Mas é claro que isso depende muito do perfil desse investidor. Tem gente que não suporta qualquer nível de risco”, comenta Rita Mundim, professor da Fundação Dom Cabral, de Minas Gerais, e consultora da corretora de valores Planner.

Como guardar dinheiro para uma viagem e para imprevistos

A situação é diferente caso o investidor queira poupar para uma viagem programada para o próximo ano.

“Ele tem de partir para uma poupança, um CDB ou um fundo DI, por exemplo. Nesse caso, a liquidez é a prioridade. Ele não pode correr o risco de perder parte do dinheiro”, comenta o professor Luiz Jurandir de Araújo.

Uma viagem para o exterior exige ainda mais preocupação com o risco, devido à variação dos preços da moeda estrangeira. Um fundo cambial (que acompanha o vaivém da taxa de câmbio) pode não ter o rendimento mais interessante do mercado em muitas ocasiões, mas ajuda a prevenir que a viagem não fique inviável porque os custos subiram 30% ou 40% em alguns meses.

Formar uma reserva de emergência também exige um raciocínio à parte. Muitos consultores de finanças sugerem que um poupador guarde o equivalente a seis meses de suas despesas mensais como dinheiro para imprevistos.

Como saber o que priorizar? “Nem todo mundo tem condições de guardar seis meses de despesas de um momento para outro. Uma pessoa de renda baixa e que tem que manter uma família não tem condições de formar essa reserva no curto prazo, por exemplo”, declara o professor da Fundação Getúlio Vargas, Fábio Gallo.

“Nesse caso, ele tem de fazer um planejamento. Tem de se perguntar: ‘em quanto tempo eu pretendo formar essa reserva? Em dois anos, em cinco anos?’”, questiona.

Com mais tempo para poupar, é aceitável correr um pouco mais de risco. Para uma reserva de emergência já formada, o retorno é importante, mas a “segurança” da aplicação é mais. Uma aplicação como um CDB ou fundo de perfil conservador (DI ou Renda Fixa) é o mais indicado.

“Nós podemos pensar assim: quem já tem uma reserva de seis meses pode deixar um pouco de lado os investimentos mais conservadores. Para o dinheiro que poupar a mais, deveria pensar em investimentos um pouco mais arriscados”, diz a consultoria Rita Mundim.

Fábio Gallo sugere que poupador se faça duas questões importantes antes de decidir por uma aplicação: em quanto tempo vou precisar desse dinheiro? Qual a importância desse dinheiro para a minha vida?

Aplicações podem ser feitas com menos de R$ 100 iniciais

A evolução do mercado financeiro no Brasil permite que o poupador aplique em vários produtos, como ações, poupança ou títulos do Tesouro Direto, com muito pouco dinheiro –menos de R$ 100 em alguns casos.

Mas essa facilidade pode ter custos altos. Em vários produtos, como CDBs e fundos de renda fixa, quanto menor o valor inicial da aplicação, pior a condição oferecida para o poupador.

Fundos muito populares (com um “tíquete” inicial abaixo de R$ 1.000), por exemplo, cobram taxas de administração altas para investir o dinheiro do cliente.

“O ideal é que o investidor vá se ajustando com o tempo, sempre com isso em mente. Depois que ele juntar algum dinheiro, deve migrar para um fundo com menor taxa de administração”, diz Luiz Jurandir, da Metodista.

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