Criptomoedas: Bancos Centrais ainda não perceberam os riscos | Phi Investimentos

Criptomoedas: Bancos Centrais ainda não perceberam os riscos

Criptomoedas: Bancos Centrais ainda não perceberam os riscos

As criptomoedas (Bitcoin, Altcoins e Blockchain, por exemplo) permanecem em pauta e surpreendem o mercado com sua constante supervalorização. No final do 1º trimestre deste ano, a moeda virtual Bitcoin ultrapassou o valor do ouro, chegando a cotação de US$ 1.290 (o que representou uma valorização de 11% de janeiro a março de 2017). Isso foi um marco histórico.

Dois meses depois desse record, a mesma criptomoeda ganhou US$ 3 bilhões em valor de mercado.

Leia também: Bitcoins valem mais que Ouro: conheça a história da primeira moeda digital

Nos últimos dias, uma notícia causou um grande mal-estar no mercado: O banco central da China proibiu ofertas iniciais de moedas virtuais (ICO, nas iniciais em inglês), levando à queda de até 20% do valor de algumas criptomoedas. A possibilidade de que uma desestabilização dos sistemas bancário e de pagamentos poderia acontecer gerou uma certa tensão.

Porém, até o momento os únicos afetados por essas notícias foram os clientes, que colheram resultados positivos, uma vez que a evolução da tecnologia gerou um aprimoramento notável do serviço de atendimento ao cliente e também uma acentuada queda no custo dos pagamentos.

No segundo trimestre, o Comitê de Supervisão Bancária da Basileia e o Fórum Econômico Mundial divulgaram longos estudos sobre suas preocupações e o atual estado de coisas.

Algoritimos de preocupações

Segundo informações apuradas pelo Valor, além da resistência aos ciberataques, há três amplas preocupações.

  1. A segurança dos bancos: A regulação era uma manobra que agradava os dirigentes de bancos, pois ao raciocínio era de que isso reduziria a atratividade dos serviços financeiros. Porém, esses especialistas bancários notaram que os concorrentes não bancários podem mirar áreas mais lucrativas e ficar com o “filé-mignon”, o que diminui o lucro dos bancos regulados.
  2. A relevância das instituições financeiras: Desde 2009, grandes contingentes de empresas mudaram de bancos para gestoras de ativos, o que representou mais de US$ 600 bilhões em dívida privada. Será que os bancos perderão importância na medida em que uma maior parcela dos empréstimos passarem para o outro lado da zona regulada?
  3. O fim do controle dos bancos centrais: Emitir moedas é um negócio lucrativo, uma vez que os bancos centrais embolsam a diferença entre o custo de emitir uma moeda ou cédula e seu valor de face. A emissão privada do tipo bitcoin poderia tirar o controle dos pagamentos das mãos dos bancos centrais.

Bancos Centrais com problemas de monitoramento

Os bancos centrais também temem que sua capacidade de monitorar o sistema de pagamentos caia. Além disso, as autoridades monetárias têm receio de perder o controle sobre a chamada base monetária. Protocolos mais eficientes para pagamentos eletrônicos, por exemplo, poderiam “reforçar a autoestima” dos bancos centrais. Porém, um alerta: os bancos deveriam dar mais atenção ao experimento de usar taxas de juros negativas.

De acordo com opiniões de alguns economistas, esse crescimento das moedas virtuais deve fazer com que mais diretores de bancos centrais tentem proibir ou reduzir seu uso.

Leia a matéria na íntegra no Valor Econômico: BCs demoram para se preocupar com os riscos de criptomoedas

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