Como a crise na Turquia está afetando a economia brasileira? | Phi Investimentos

Como a crise na Turquia está afetando a economia brasileira?

Como a crise na Turquia está afetando a economia brasileira?

 

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A lira turca já acumula queda de mais de 40% frente ao dólar neste ano. Na última sexta-feira, 10 de agosto — dia que já está sendo chamado de “sexta-feira negra” —, a moeda desvalorizou 16%, após um tweet em que Donald Trump afirmou ter autorizado o aumento das tarifas sobre o aço e o alumínio turcos. Nesta segunda-feira (13), a lira turca atingiu a mínima recorde.

Em resposta, o Banco Central da Turquia afirmou que vai flexibilizar os índices de reservas obrigatórias para os bancos e também fornecerá cerca de US$6 bi ao sistema financeiro em liquidez. Na quarta-feira (15), foi assinada pelo governo turco uma medida que irá dobrar as tarifas sobre importações americanas como álcool, carros e tabaco.

O cenário de crise na Turquia vem gerando turbulências de grandes dimensões no cenário global, especialmente na economia de países emergentes como o Brasil. O contexto, contudo, não surpreende analistas, que já viam fragilidade na economia do país e a ameaça de uma crise iminente.

Os motivos por trás da crise

Razões estruturais e políticas explicam a situação atual da economia turca. As relações entre a Turquia e os EUA estão tensas e vêm se agravando nos últimos meses. Os governo norte-americano impôs sanções em retaliação pela prisão do pastor americano Andrew Brunson, julgado na Turquia por terrorismo e espionagem. Já o governo turco exige a extradição do pregador Fethullah Gülen, exilado há 20 anos em solo americano.

Especialistas acreditam que o Banco Central da Turquia está sob forte pressão do presidente Recep Tayyip Erdogan. A influência de Erdogan seria o motivo por trás das taxas de juros baixas no país (apesar da alta inflação, que já atingiu a marca dos dois dígitos).

O mercado pede que o BC aumente as taxas de juros para controlar a inflação. A Turquia tem uma grande dívida externa e é o país com o maior déficit em conta corrente do G-20.

Consequências para os países emergentes

O efeito dominó provocado pela crise na Turquia expõe a vulnerabilidade da economia dos países emergentes, muito dependentes do capital estrangeiro e da economia americana. A taxa de juros dos EUA vem crescendo em ritmo acelerado desde o começo do ano, o que tem atraído investidores e redirecionado o fluxo de dólares pelo mundo.

Entre as moedas mais afetadas:

  • rand sul-africano e o rublo russo já perderam 8% ante o dólar e atingiram o nível mais baixo em 2 anos
  • Já o peso argentino perdeu 6%
  • No Brasil, o dólar atingiu R$3,92 na manhã de quarta-feira (15), diante dos novos desdobramentos da tensão entre Estados Unidos e Turquia e da insegurança dos investidores com a proximidade das eleições presidenciais

Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da PHI Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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