Desinflação no Brasil: uma realidade? | Phi Investimentos

Desinflação no Brasil: uma realidade?

Desinflação no Brasil: uma realidade?

A inflação cedeu muito mais do que os analistas previam. O que se pode esperar para a Selic, já que a reunião para decidir a taxa básica de juros acontece na próxima semana?

Para o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros a desinflação é uma realidade na economia brasileira. Fundador e estrategista da Quest Investimentos, parceira da PHI Investimentos, ele observa atualmente um cabo de guerra entre economistas de duas diferentes escolas de pensamento. De um lado estão os que acreditam que o metabolismo da economia serve como principal referência para a inflação. De outro, os que vinculam o futuro às expectativas racionais dos agentes econômicos, principalmente em relação à questão fiscal. Confira a seguir alguns dos destaques da coluna de Mendonça de Barros desta segunda-feira, no jornal Valor econômico.

Para os que acreditam que o metabolismo da economia serve como principal referência da inflação, o clima é de espera por uma baixa finalmente à Selic. Para estes, a ascensão ao poder de uma equipe nova e com grande credibilidade no comando da economia brasileira – com respaldo do presidente às decisões desta equipe – e a queda expressiva da demanda agregada contribuem para a queda da inflação.

“É o chamado efeito desinflacionário pela ação do hiato do produto, ou seja, da recessão que se instalou na economia no início do segundo mandato da Dilma Rousseff. Dois fatores aceleraram nos últimos meses este processo macro de desinflação: o fim do choque de preços agrícolas e a valorização do real”, explica Mendonça em sua coluna no Valor Econômico.

De outro lado, pesam os analistas que acreditam que são as expectativas racionais dos agentes econômicos que comandam a inflação e, portanto, a visão permanece pessimista e pedindo a continuidade dos juros para controlar a inflação. Afinal, conjecturam estes, ainda há incertezas sobre o futuro das contas públicas e será necessário muito tempo até que a inflação atinja de fato o centro da meta. No cenário exterior há ainda o iminente aumento de juros nos EUA e a ameaça de crise na China.

A aposta de Mendonça de Barros para a próxima Selic

E é neste cenário que o Copom se reúne semana que vem para decidir sobre os juros Selic. A expectativa da maioria dos analistas está para a primeira queda na taxa básica de juros. Mendonça concorda e aposta: corte de meio ponto percentual.

Até o fim de 2017, a expectativa do analista é para um corte total de 500 pontos, voltando a Selic para 9,25% na última reunião do Copom em 2017. Se isso realmente se concretizar, o analista sinaliza três questões importantes:

  1. A economia deve crescer algo como 2% em 2017 e 4% pelo menos em 2018;
  2. A popularidade do presidente Temer tende a melhorar, fortalecendo a equipe econômica e a consequente condução da economia.
  3. Fortalecimento do novo eixo político, consolidando um próximo governo mais ao centro-direita.

E você, qual a sua visão para a economia? Seus investimentos refletem esta visão? Conte com a ajuda dos profissionais da PHI Investimentos para entender o cenário e realizar bons investimentos.

Para ler esta coluna na íntegra no jornal Valor Econômico, acesse: Desinflação agora é uma realidade

Fonte: Valor Econômico – Coluna Mendonça de Barros

Luiz Carlos Mendonça de Barros é fundador e estrategista da parceira Quest Investimentos. Engenheiro e economista, ele é ex-presidente do BNDES e ex-ministro das Comunicações (governo FHC).

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