Em meio à crise, mantenha os investimentos, mas com cautela | Phi Investimentos

Em meio à crise, mantenha os investimentos, mas com cautela

Em meio à crise, mantenha os investimentos, mas com cautela

Os cenários político e econômico do país geram volatilidade no mercado e aplicações em renda variável podem ser interessantes, porém, é necessário cautela e conhecimento

O mercado financeiro continua reagindo as delações feitas pela JBS e também as movimentações cambiais, em parte, consequências a crise política brasileira. Na última quinta-feira (18), a Bolsa travou as negociações durante 30 minutos (mecanismo conhecido como circuit breaker, que não era acionado desde 2008) e registrou uma queda superior a 10%. Enquanto isso, o dólar subiu 7,44%, ultrapassando os R$ 3,36, e em casas de câmbio, chegou a ser comercializado a mais de R$ 4,00.

Com o cenário tão volátil, o clima de tensão e de incerteza vigora no mercado e a tendência é de instabilidade de preços. Especialistas indicam que uma estratégia para essas configurações de mercado é manter os investimentos.

Estratégias de investimento durante a crise

Pelo fato do Brasil ter o maior juro real do mundo, a indicação – sobretudo para pequenos investidores – é permanecer na renda fixa. Em entrevista ao Estadão, a consultora de investimentos da corretora Órama, Sandra Blanco, esclarece: “É preciso manter a calma, pois a experiência já mostrou que tomar decisão nesse momento de calor traz prejuízo”, diz. “Neste momento, não temos por que mudar as recomendações, principalmente na renda fixa”.

Modalidades de investimento como títulos indexados à Selic e ao CDI, apresentam uma liquidez interessante para criar uma reserva de emergência ou para concluir objetivos de curto prazo, pois não sofrem impacto imediato da instabilidade política porque acompanham a taxa básica de juros definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

“Recém chegados” a bolsa de valores podem optar por investir em papéis prefixados ou atrelados à inflação como o Tesouro IPCA+, por exemplo. “Depende muito do perfil. Quem conhece bem a dinâmica, porém, sabe que pode ser um momento interessante de entrar, mas de forma gradual… Para os investimentos de maior risco, tem de ter disciplina, para não se deixar levar pelo movimento de manada”, conclui a consultora.

Leia mais:

Leia a matéria do Estadão na íntegra aqui: Com crise política, investidor deve ter sangue frio mesmo na renda fixa

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