Fintechs: Finanças e tecnologia revolucionando o mercado | Phi Investimentos

Fintechs: Finanças e tecnologia revolucionando o mercado

Fintechs: Finanças e tecnologia revolucionando o mercado

Fintechs modificam o comércio eletrônico constantemente e o mercado financeiro não quer ficar de fora

O conceito “fintech” vem da junção de duas palavras: finanças e tecnologia. Iniciadas nos EUA, por um programa de startups, as fintechs rapidamente se transformaram em um sinônimo de empresas que buscam revolucionar a área de serviços financeiros online. No Brasil, os números apresentam uma curva crescente. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, somente em 2016, as transações eletrônicas movimentaram R$ 53, 4 bilhões.

O crescimento do setor incentiva cada vez mais empresas de tecnologia – principalmente as atuantes no setor financeiro – a explorar o mundo dos pagamentos eletrônicos. De acordo com a Finnovation, aceleradora de startups norte-americana, 31% das 219 fintechs brasileiras dedicam-se aos meios de pagamento, sendo uma das atividades mais comuns, seguidas por investimentos, seguros e crédito.

Esta preferência acontece porque a crise não afetou tanto o mercado eletrônico, uma vez que esse tipo de transação é mais barato para o vendedor e mais prático para o comprador.

Fintechs e o mercado financeiro

Atenta ao mercado, a fintech Pagar.me disponibilizou recentemente um sistema de boletos que permite maior flexibilidade às vendas. O programa permite inclusive, intermediar pagamentos, parcelar vendas e realizar o estorno parcial de compras ao cliente, solução adotada pela rede Magazine Luiza.

“A possibilidade de devolver parte dos valores ao consumidor, e o processamento rápido das transações melhoram a vida do consumidor e melhoram o controle do inventário para o varejista”, disse Leonardo Frisso, CEO da Pagar.me, em entrevista a IstoÉ Dinheiro.

Como no Brasil, 70% das compras são realizadas a crédito e a maioria dos pagamentos são realizados em dinheiro, por meio de boletos, a logística das empresas torna-se problemática. Isso acontece porque os boletos demandam ao menos três dias.

“Um pagamento via boleto demora até três dias para ser compensado, e isso gera uma enorme ineficiência para o varejo devido à assimetria de informação…o estoque tem de ficar bloqueado até o pagamento ser compensado. Se o cliente gerar o boleto, mas desistir da venda, o comerciante não é capaz de vender aquele item para outra pessoa”, diz Luiz Antonio Sacco, presidente para a América Latina da empresa de pagamentos americana Safety Pay, em entrevista a IstoÉ Dinheiro.

Isso prova o porquê de as inovações tecnológicas serem tão importantes para otimizar o funcionamento do mercado financeiro e seus respectivos produtos.

B3 e bancos investem em transações online

Em conjunto, a B3, Itaú Unibanco e Bradesco, acompanham o mercado das fintechs, tanto que investiram na norte-americana R3, líder em consórcio, com mais de 80 instituições pelo globo (entre elas, bancos centrais, instituições financeiras e gestores). O investimento se justifica pelo fato da R3 focar em encontrar soluções de blockchain, a mesma tecnologia que permite o funcionamento da criptomoeda Bitcoin. A bolsa brasileira foi a primeira no mundo a fazer parte desse consórcio.

Com essa tecnologia, transações financeiras internacionais podem ser realizadas instantaneamente, com baixo custo e segurança. De acordo com um comunicado da R3, os recursos captados serão utilizados para elaborar uma plataforma segura de ledger (jargão utilizado no meio para registros contábeis e operações), que será dividido pelas instituições e deve gerar forte redução de custos, além de agilizar muito as transações.

Fonte: Bloomberg

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