Futuro econômico incerto mostra caminho em mercado externo | Phi Investimentos

Futuro econômico incerto mostra caminho em mercado externo

Futuro econômico incerto mostra caminho em mercado externo

A divulgação do PIB do segundo trimestre deve ser negativa e pode esfriar o “espírito de positividade” instaurado sobre a economia brasileira

O ano de 2017 chega a seu oitavo mês e, frente a acontecimentos políticos, as análises de índices econômicos não são o suficiente para definir um caminho para o futuro da economia brasileira. Entre os analistas, há uma previsão de que o PIB do segundo trimestre apresentará um resultado negativo, o que poderia diminuir a expectativa de que uma retomada econômica aconteceria

De acordo com David Kupfer, diretor do Instituto de Economia da UFRJ e pesquisador do grupo de Indústria e Competitividade (GIC-IE) pela UFRJ, tal cenário jogaria “uma pá de cal no tour de force que segmentos formadores de opinião econômica empreenderam para virar o jogo”.

As variáveis e as diferentes possibilidades

Entre as diversas conjecturas, uma das maiores é a capacidade industrial, que permaneceu ociosa nos últimos dois anos. No primeiro semestre de 2017, a média do indicador ficou em apenas 65% e, entre os 29 setores pesquisados, apenas o de derivados de petróleo e extração de minerais metálicos ficou acima de 70%.

Para Kupfer, esses dados já apontam o nível de dificuldades que a extensa recessão causou ao setor produtivo. Segundo o pesquisador, é importante considerar que a capacidade de operação das fábricas sempre se ajusta às demandas.

Esclarecido isso, em um dado momento, o nível de uso da capacidade produtiva pode se estabilizar, mas não porque a produção parou de cair, mas porque a capacidade diminuiu. Analisando cada setor individualmente, percebe-se um fator comum: após dois anos de queda, a capacidade oscila pouco, mas permanece em um patamar muito baixo.

Estes números mostram expectativas ruins para o final do ano, em que a taxa de investimentos, por exemplo, deve cair cerca de 5% em comparação com 2016. “Como é sabido, taxas de investimento dessa ordem de grandeza indicam que sequer a depreciação dos ativos produtivos está sendo reposta…são indicadores que mostram que a indústria está respirando por aparelhos”, aponta o Kupfer.

O mercado internacional: uma possível saída

De acordo com o o especialista, o que tem garantido uma sobrevida da economia brasileira é o capital estrangeiro, uma vez que o setor de exportações foi o único que apresentou uma evolução relevante. No primeiro semestre, o número de exportações aumentou 19,5%. Somando isso ao fato de que as importações evoluem pouco, vislumbra-se uma possibilidade de um saldo comercial recorde (acima dos US$ 60 bilhões em 2017).

As informações mostram que o aumento no valor das exportações reage mais ao aumento de preços (90%) do que por quantidade (10%). Kupfer afirma que é possível afirmar que o setor segue bem graças ao bom momento no cenário externo.

Com a Europa mostrando boas perspectivas – após um longo período de crise – e a China mantendo seu nível de crescimento, “uma aposta no mercado internacional parece a única opção de saída do quadro recessivo que insiste em contrariar as polianas e os sábios do autoengano que se multiplicam por aí”, segundo conclui David Kupfer.

Confira a matéria na integra no Valor Econômico: Pernas Curtas

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