NAJI NAHAS: O especulador que quebrou a Bolsa do Rio | Phi Investimentos

NAJI NAHAS: O especulador que quebrou a Bolsa do Rio

NAJI NAHAS: O especulador que quebrou a Bolsa do Rio

3ª Edição - OUT NOV 2011 - GEORGE SOROS – US$1 bilhão em um dia - Coluna Smart Money na Revista Sportyard - Autor Luiz Gil de Leão -Coluna Smart Money na Revista Sportyard
Autores: Mehanna Mehanna e Luiz Gil de Leão
3ª Edição – out/nov 2011

Da série da PHI Investimentos GRANDES HISTÓRIAS DO MERCADO FINANCEIRO

NAJI NAHAS – O especulador que quebrou a Bolsa do Rio

NAJI NAHAS – O especulador que quebrou a Bolsa do Rio - 3ª Edição - OUT NOV 2011 - Da série da TORO Investimentos GRANDES HISTÓRIAS DO MERCADO FINANCEIRONaji Nahas fala sete línguas, veste roupas compradas na Europa, mastiga um enorme charuto e é fanático por gamão, o jogo da elite libanesa. Sua família fez fortuna no ramo têxtil libanês e, em 1969, Naji veio para o Brasil após casar-se com uma brasileira.

Na bagagem, um “pequeno” presente de sua mãe: US$50 milhões. Com esse capital, Nahas começou a montar um conglomerado de empresas e, em 1979, a operar na Bolsa do rio de Janeiro. Em muito pouco tempo, tornou-se um mito do mercado, utilizando-se de manobras complexas que os investidores brasileiros ainda não conheciam.

O sucesso de Naji Nahas no mercado financeiro fazia sua fortuna multiplicar-se, atingindo US$1 bilhão no início dos anos 1980 e aumentando a agressividade de suas operações. Em uma delas, apostou contra todo o mercado em um negócio com ações da Petrobras e saiu vitorioso, embolsando uma fortuna e fortificando ainda mais sua aura de mito. No auge de seu sucesso, Naji chegou a deter, sozinho, 10% das ações da Petrobras, 6% das ações da Vale do rio Doce e a provocar uma explosão de cerca de 500% nos preços da prata ao comprar o metal em grande quantidade (especula-se que Nahas tenha ganho mais de US$1 bilhão nessa operação).

Em 1989, Naji Nahas protagonizou o maior escândalo do mercado financeiro brasileiro. Utilizando um sistema conhecido como “D-Zero”, Nahas manipulava os preços na Bolsa do rio de Janeiro. Pelo sistema da época, o especulador comprar os papéis e só pagava a operação 5 dias úteis depois. Assim, Nahas comprava em grande quantidade sem ter o dinheiro em caixa e usava esse meio tempo para tomar empréstimos e pagar a Bolsa. Então, vendia as ações para si mesmo através de uma combinação de testas-de-ferro e usava esses papéis como garantia para um novo empréstimo, que usava para pagar o primeiro. Como ele comprava e vendia para si mesmo, tinha o poder de controlar o preço dos papéis.

A partir de abril de 1989, os investidores começaram a fugir da Bolsa por causa do disparo da inflação, da alta dos juros e do temor de que Lula ganhasse a eleição presidencial. Dessa forma, o mercado não tinha interesse em comprar as ações de Nahas, causando a queda do castelo de cartas montado pelo especulador.

Calcula-se que os prejuízos causado por Nahas chegaram à cifra de R$400 milhões. O especulador foi condenado a 24 anos de prisão, sendo inocentado em 2004. Em julho de 2008, Nahas foi preso na operação Satiagraha da Polícia Federal. Foi solto posteriormente, junto com Daniel Dantas.

Há, no mercado financeiro, um boato antigo e insistente de que Nahas continua a operar por meio de seus laranjas.

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