O protecionismo de Trump e as consequências para a economia | Phi Investimentos

O protecionismo de Trump e as consequências para a economia

O protecionismo de Trump e as consequências para a economia

As ações políticas do presidente norte-americano geram polêmicas globais e preocupam outras lideranças mundiais

O atual presidente dos EUA, o empresário norte-americano, Donald Trump, é assunto desde que tomou posse no início deste ano e, mesmo após 6 meses de mandato, suas atitudes políticas reverberam não só nos países que formam o G-20, mas em todo o globo.

Trump foi a origem de algumas ações que atingiram a ordem mundial e que geraram tremores nas bases da política internacional (que também afetaram a economia mundial). Para alguns analistas, o protecionismo também é parte da causa destas perturbações que extrapolam as economias internas.

Desde a criação do G-20, em 1999, os EUA e a China mantinham uma ajuda mútua para reestabelecer a confiança da ordem internacional. A grande questão hoje está em Trump, que não demonstra vontade em desempenhar o papel que vinha sendo executado.

China e Alemanha sozinhas

Baseado em estudos do economista e estudioso inglês, John Maynard Keynes, em matéria do Estadão, o economista Roberto Fendt afirma que a baixa competitividade no ramo das exportações não pode ser culpa dos importadores, mas sim das políticas internas do país. Essa afirmação contradiz a política de Donald Trump, uma vez que o presidente norte-americano justifica que alguns dos problemas enfrentados pelos EUA são consequências de decisões externas.

Afim de resolver essa questão é importante pensar em soluções que possibilitem o crescimento, como a regulação financeira, estabilidade macroeconômica e reformas estruturais – (como tentam fazer no Brasil, por meio das reformas trabalhista e da previdência). Novamente, seguindo essa linha de raciocínio, justificar problemas como consequências da globalização resolveria nada.

Com Trump recusando-se em auxiliar na retomada da ordem, conduzir políticas macroeconômicas torna-se mais difícil, pois a tarefa necessita de ao menos dois países para haver um equilíbrio. Como a “dupla” entre EUA e China está desfalcada, o presidente chinês, Xi Jinping, acabou unindo forças com a Alemanha para defender a “ordem multilateral global”.

Tanto o acordo de clima de Paris, quanto a defesa do multilateralismo – trabalho conjunto de países em prol de algum tema – são questões defendidas por alemães e chineses (e combatidas por Trump). O protecionismo defendido pelo presidente norte-americano é parte da preocupação desses dois países.

Dentre os problemas que podem ser gerados pela plataforma política dos EUA, há o receio de um confronto entre os norte-americanos e a Coréia do Norte. Também há a preocupação com a polaridade política de diversos partidos dos países membros do G-20, que aumentam as dúvidas sobre o a real possibilidade de estabelece uma ordem mundial.

O G-20

É possível retirar algo positivo da recente reunião realizada pelo G-20: o comunicado final reforçou a importância da não discriminação e destacou que uma ordem mundial deve ter pilares firmados nas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Mesmo não sendo tão esperados, esses termos reforçam a ação de outros países frente as dúvidas que Donald Trump gerou a diversas nações que compõe o grupo.

Por fim, os países do G-20 (e os próprios norte-americanos) não esperam que os compromissos políticos de Trump se realizem de fato, pois afetariam negativamente a todos.

Fendt conclui reforçando a importância de um comércio com uma base em vantagens comparativas e com regras que extrapolam os desejos pessoais, pois isso aumentaria a eficácia da economia de cada país: “…não se comercia para beneficiar outros países e seus habitantes, mas para aumentar as opções de escolha e o bem-estar de nossos próprios cidadãos”.

Confira a matéria na íntegra no Estadão: As consequências econômicas de Trump

 

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