O que considerar ao investir em ações | Phi Investimentos

O que considerar ao investir em ações

O que considerar ao investir em ações

Quando você adquire ou pensa em adquirir uma nova ação na bolsa de valores, o que leva em consideração: uma boa cotação? Ou uma boa empresa? Ao investir em ações, uma pessoa ou instituição inicia escolhendo o método que considera mais interessante. Há basicamente duas escolas. São elas:

Análise fundamentalista
Realizada principalmente por investidores institucionais, se baseia na análise de balanços das companhias listas em bolsa buscando opções de empresas atrativas. Consiste também na análise das variáveis macroeconômicas, análises de múltiplos, fluxo de caixa descontado e direito societário. A ideia é estudar a fundo o que a empresa faz e quais as variáveis que um investidor, ao optar por se tornar sócio desta companhia, deve acompanhar no dia a dia do mercado e da própria empresa.

Análise técnica ou gráfica
Muito utilizada por investidores pessoa física, consiste em buscar opções de gráficos atraentes. Para essa corrente, pouco importa a empresa investida, desde que esta tenha liquidez. O objetivo é observar o desempenho passado do preço da ação e do volume negociado buscando entender quais as tendências desta ação para os próximos pregões.

INVESTIDORES DE LONGO PRAZO

Se o seu objetivo é longo prazo e investir em uma empresa na qual acredita, sua tendência será fundamentalista. A partir daí, o próximo passo é escolher entre duas correntes:

Top-down
Consiste em observar primeiramente a macroeconomia para em seguida seguir para a microeconomia. Em outras palavras, a análise Top-Down começa observando as perspectivas para a economia brasileira e mundial para depois definir os setores a serem investidos. O foco está nas variáveis macroeconômicas, como juros, câmbio, inflação, crescimento do PIB, etc.

Como exemplo, observamos o atual momento, em que o real está se desvalorizando frente ao dólar. Com o dólar mais alto, ganham atenção as empresas exportadoras. Em contrapartida, as empresas endividadas em dólar tendem a sofrer na bolsa de valores.

Bottom-up
Foca nas companhias com melhores perspectivas operacionais. A compreensão é: se a empresa é boa, o cenário macroeconômico pode até atrapalhar no curto prazo, mas no longo prazo a companhia se recupera. Quem investe seguindo esta corrente observa itens como nível de endividamento da empresa, relacionamento com clientes e fornecedores e governança corporativa.

Exemplo: Em 2002 uma gestora de recursos se posicionou fortemente em Estrela (ESTR4) apostando nas vantagens da companhia. O problema é que a concorrência com a China acabou por apertar as margens da empresa. Quem olhou apenas para a companhia, sem observar o cenário macroeconômico, amargou com a derrocada da empresa.

Pense nisso e foque seus investimentos em ações nas quais você acredita. Mas lembre-se: não faça uma carteira gigante que seja difícil de acompanhar o cenário. Não importa se sua escolha é fundamentalista ou grafista, prefira ter 5 a no máximo 10 ações em carteira – alguns fundos recorrem a até 15, mas com algumas ações com participações bem pequenas, para não se exporem a riscos demasiados. Afinal, estar atento(a) a todas as variáveis macro e microeconômicas que influenciam no dia a dia de cada ação custa tempo. E tempo é dinheiro.

Para saber mais
Se precisar de ajuda para montar uma carteira de investimentos adaptada ao seu Perfil de Investidor ou quiser entender mais sobre os principais tipos de investimento adequados para o atual cenário, entre em contato com os profissionais da TORO Investimentos: (41) 3052-7700 ou [email protected]


Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805-PR, assessora responsável pela comunicação da TORO Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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