Índice aponta que os brasileiros não tem noção da realidade do país | Phi Investimentos

Índice aponta que os brasileiros não tem noção da realidade do país

Índice aponta que os brasileiros não tem noção da realidade do país

De acordo com o estudo anual que analisa os “perigos da percepção”, a discrepância entre as respostas dos brasileiros expõe que a população não compreende sua própria realidade

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Desde 2012, o instituto Ipsos Mori realiza anualmente a pesquisa Perils of Perception — “perigos da percepção”, em português. Conhecida como o “índice da ignorância”, o levantamento busca analisar a diferença entre as percepções das pessoas e a realidade.

O estudo questiona pessoas ao redor do mundo sobre assuntos essenciais como violência, terrorismo, imigração, saúde, religião e tecnologia. A discrepância entre as respostas dos participantes e os dados reais surpreende. Com isso, a pesquisa revela a dificuldade do indivíduo em compreender a realidade em que vive.

Dentre os pesquisados, os brasileiros acabaram destacados por sua ignorância. No levantamento realizado em 2017 (e divulgado em setembro deste ano), o Brasil ocupa a segunda colocação dentre os 38 países participantes. Ficamos atrás somente da África do Sul. A alta posição é constante ao longo dos anos:

  • No levantamento de 2016, ocupamos a sexta posição entre 40 países
  • Em 2015, o país ficou em terceiro lugar

Segundo o estudo do Ipsos, o brasileiro tem noções incorretas sobre a realidade do país. Por exemplo, para a pergunta: a cada 100 jovens, com idade entre 15 e 19 anos, quantos tem filhos anualmente?; a resposta média foi 48%. O número real é bem menor: 6,7%.

O acesso à tecnologia é outro assunto que gerou controvérsias. Ao serem questionados sobre quantos brasileiros, a cada 100 habitantes, possuem um smartphone, a resposta média foi 85%. O índice real é de 38%.

As consequências da ignorância para o país

Em entrevista ao blog Brasilianismo, do UOL, o ex-diretor do Ipsos Mori e autor do livro The Perils of Perception: Why we’re wrong about nearly everything (Os perigos da percepção: por que estamos errados sobre quase tudo), Bobby Duffy, afirma que as percepções equivocadas podem ter grande influência em questões importantes (como o resultado de eleições, por exemplo)

Para Duffy, as percepções equivocadas são ainda mais perigosas do que a ignorância porque são mais difíceis de mudar, uma vez que vêm de respostas emocionais e convictas. “A política sempre usou isso, mas agora as coisas são diferentes por conta das mudanças na tecnologia, que permite que essas mensagens sejam desenhadas de forma a atingir mais pessoas de forma individual, o que passa a ter mais força. As pessoas estão sendo expostas a informações capazes de convencê-las independente de serem verdade ou não. Isso é um risco para a política”, explica o pesquisador.

Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805, assessora responsável pela comunicação da PHI Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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