Pesquisa aponta otimismo global com ações em 2013 | Phi Investimentos

Pesquisa aponta otimismo global com ações em 2013

Pesquisa aponta otimismo global com ações em 2013

Autor(es): Por Alessandra Bellotto | De São Paulo Valor Econômico – 12/12/2012

O Brasil ocupa a terceira posição, com 10% das indicações globalmente

A renda variável guarda o maior potencial de retorno em 2013, aponta pesquisa com quase sete mil profissionais de investimentos no mundo todo, realizada anualmente pelo CFA Institute. De acordo com o levantamento, metade dos entrevistados acredita que a bolsa de valores é a classe de ativos com as melhores oportunidades de investimento para o ano que vem – acima dos 41% que indicaram o mercado de ações como o mais promissor um ano atrás.

Metais preciosos aparecem em segundo lugar, com 22% das indicações; seguidos por commodities, com 16%; títulos de renda fixa, com 8%, e caixa, com 4%. Em relação ao levantamento anterior, não houve alteração nas posições no ranking. Além da renda variável, apenas o segmento de commodities ganhou mais espaço entre as indicações, com a fatia subindo de 15% para 16%. A maior queda ocorreu na parcela de caixa, de 9% para 4%.

Em termos de região, os Estados Unidos aparecem como o mercado de ações que deve oferecer as melhores oportunidades de ganho, sendo apontado por 32% dos entrevistados. Logo depois vem a China, com 17%. O Brasil ocupa a terceira posição, com 10% das indicações globalmente.

Para os entrevistados americanos, o Brasil ocupa a terceira posição entre os mercados indicados como os mais promissores, mas com percentual maior, de 11%, bem próximo da China, com 12% do total. No caso dos brasileiros que participaram da pesquisa, o mercado local é o que reúne as melhores oportunidades de investimento, com 38% das indicações, seguido por Estados Unidos (27%).

Questionados sobre quais veículos de investimento pretendem acessar em 2013, os entrevistados apontaram a aplicação direta em ações e títulos de renda fixa como os preferidos, com 38% das respostas globalmente. ETFs (Exchange Traded Funds, fundos com cotas negociadas em bolsa) aparecem na segunda posição, com 24%, seguidos por fundos mútuos, com 16%, e fundos indexados, com 9%. Entre as classes alternativas, destaque para fundos de private equity, com 4% das respostas; hedge funds, com 3%; e produtos estruturados, com 3%.

No Brasil, os entrevistados – entre gestores de fundos, consultores e analistas – também indicaram a compra direta de ações e títulos de renda fixa como o veículo de investimento que mais deve ser acessado em 2013, com 36% das respostas. ETFs e fundos mútuos aparecem em seguida, com 16% e 10% das citações, respectivamente.

O otimismo global com a bolsa reflete uma visão mais construtiva para a economia global. Do total dos entrevistados, 40% esperam crescimento, percentual maior do que o verificado na pesquisa anterior, quando apensa 34% apostavam em expansão da atividade global. Na contramão, apenas 20% esperam contração econômica para 2013, abaixo dos 29% que tinham uma visão pessimista para a economia neste ano.

Entre os profissionais de investimento que estão em países desenvolvidos, 45% esperam crescimento econômico global para 2013. Percentual maior que os 35% registrados nos mercados em desenvolvimento. No Brasil, em particular, a maioria (49%) trabalha com estabilidade econômica. Quando se trata da visão para as economias locais, o otimismo prevalece, com 45% esperando expansão em 2013. No Brasil, a maioria esmagadora – 87% – aposta em crescimento local. A exceção fica por conta dos europeus. Na região, apenas 28% trabalham com crescimento para a economia local no próximo ano.

O maior risco para o mercado de capitais em 2013, segundo 37% dos entrevistados, é a crise de dívida europeia. E, para 77% deles, a situação na Europa tende a ficar na mesma ou ainda piorar.

Um outro relatório, divulgado no dia 10 pelo Deutsche Bank, destaca que a performance dos mercados emergentes melhor do que a dos desenvolvidos, vista recentemente, deve-se mais à forte liquidez do que aos fundamentos e, portanto, não deve se sustentar em 2013. Para o próximo ano, a expectativa é de que haja uma inversão de papéis, com os desenvolvidos tendo um desempenho melhor. Um dos grandes riscos para os emergentes, segundo o banco, é a deterioração das expectativas para a economia chinesa. O Deutsche cita ainda a ausência de catalisadores que possam levar a uma recuperação de margens ou aumento de faturamento em companhias não financeiras, enquanto os bancos seguem vulneráveis a uma alta da inadimplência, assim como a dificuldade de encontrar um mercado que reúna fundamentos positivos e preços atraentes.

Leia a matéria na íntegra aqui: Pesquisa aponta otimismo global com ações em 2013

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