Saiba quem são os 3 cotados para assumir o ministério da Fazenda | Phi Investimentos

Saiba quem são os 3 cotados para assumir o ministério da Fazenda

Saiba quem são os 3 cotados para assumir o ministério da Fazenda

Passado o turbulento período eleitoral, o ex-presidente Lula já fez suas três indicações de nomes para ocupar o cargo de ministro da Fazenda no próximo mandato. Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco; Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central; e Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda. As indicações refletiram de forma positiva no mercado, com bolsa em alta e dólar em queda. A decisão é da presidenta reeleita Dilma Rousseff e deve ser anunciada somente no próximo mês.

Conheça quem são e qual o histórico dos três cotados:

carlos-trabucoLuiz Carlos Trabuco – Nascido em Marília (SP), começou no Bradesco como escriturário aos 18 anos e passou por diversas funções, entre elas diretor departamental, diretor executivo gerente, diretor vice-presidente executivo e diretor da Bradesco Seguros. Após quatro décadas de banco, foi convidado para presidir a instituição, tornando-se o quarto homem a ocupar a presidência. Formado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Paulo, com Pós-Graduação em Sócio-Psicologia na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, ele é o nome cotado para acalmar os ânimos do mercado e representaria uma mudança radical em relação às decisões de Dilma no primeiro mandato.

Na gestão de Trabuco, em seis anos, a Bradesco Seguros mais do que duplicou de tamanho, passando de R$ 32 bilhões de ativos em 2003 para R$ 78 bilhões em 2008. Ele também aumentou a participação da unidade de seguros no resultado do grupo de 26% para 35%. Vale lembrar ainda um possível indício: se o Bradesco cumprir o que diz seu estatuto interno, que exige aposentadoria aos 65 anos, 2015 será a data ideal para Trabuco viver um novo desafio.

henrique-meirellesHenrique Meirelles – goiano de Anápolis, o engenheiro civil foi deputado federal por Goiás e presidente do Banco Central do Brasil durante as duas gestões do ex-presidente Lula, sendo considerado quem por mais tempo ocupou a presidência da instituição. Foi o primeiro estrangeiro a presidir o BankBoston, um dos bancos mais tradicionais dos Estados Unidos (criado em 1784). Nada mal, considerando que até 1947 o banco sequer aceitava estrangeiros como clientes. Esteve à frente quando o BankBoston Corporation fundiu-se com o Fleet Financial Group formando o FleetBoston Financial, assumindo a presidência de Global Banking do FleetBoston Financial.

Hoje, é presidente do Conselho da J&F Participações, holding brasileira que controla empresas como JBS, Flora e Eldorado, e chairman do Lazard Americas. Com mestrado em administração pelo Instituto Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e tendo cursado o Advanced Management Program (AMP) na Harvard Business School, ele recebeu também um título honorário de doutor do Bryant College.

nelson-barbosaNelson Barbosa – o economista carioca tem mestrado em Economia da Indústria e da Tecnologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1995) e é Ph.D em Economia pela New School for Social Research (Nova Iorque, EUA). Secretário executivo do Ministério da Fazenda de 2011 a 2013, ele atualmente é Professor Titular da Escola de Economia de São Paulo (FGV-EESP), Professor Adjunto do Instituto de Economia (IE/UFRJ), Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV) e membro dos conselhos de administração da Cetip e do Banco Regional de Brasília (BRB).

Barbosa também exerceu outros cargos na administração Federal, como o de Secretário de Acompanhamento Econômico (2007-2008) e Secretário de Política Econômica (2008-2010), além de ter passagens pelo Banco Central do Brasil (1994-1997), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (2005-2006) e Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (2003). Ele foi também Presidente do Conselho do Banco do Brasil (2009-2013) e Membro do Conselho de Administração da Vale (2011-2013).

Entenda o cenário 

O escolhido terá pela frente um grande desafio, já que a economia brasileira enfrenta atualmente um antigo fantasma, o da inflação. Outro ponto de atenção será o crescimento econômico, uma vez que as mais recentes estimativas para o PIB deste ano são de modestos 0,27%.


Escrito por Larissa Moutinho, jornalista MTB 6805-PR, assessora responsável pela comunicação da TORO Investimentos. Foi editora da Revista ADVFN e jornalista da InvestMais. Pós-graduada em marketing e pós-graduanda em finanças.

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