Tesouro Direto: turbulências suspenderam negociações 29 vezes no último mês | Phi Investimentos

Tesouro Direto: turbulências suspenderam negociações 29 vezes no último mês

Tesouro Direto: turbulências suspenderam negociações 29 vezes no último mês

Nos últimos 30 dias, negociações travadas e quedas em alguns papéis do Tesouro Direto surpreenderam quem investe em títulos públicos

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Turbulências nos cenários externo (disparada do dólar) e interno (consequências da greve dos caminhoneiros) afetaram os preços dos títulos públicos do Tesouro Direto. As oscilações chegaram a tal ponto, que as negociações foram interrompidas quase que diariamente. No total, nos últimos 30 dias, ocorreram 29 suspensões por volatilidade. Essa movimentação atípica gerou um clima de insegurança, visto que o Tesouro Direto é tido como um dos investimentos mais seguros no Brasil, já que possui a garantia do Estado.

Para se ter uma ideia melhor do quanto essas suspensões “assustaram o mercado”, em 2017, a compra e venda de títulos só foi interrompida devido a volatilidade em seis dias (sendo um deles o dia seguinte à divulgação da gravação de Joesley Batista, da JBS).

Como a percepção do risco Brasil piorou, o preço dos títulos públicos prefixados e dos indexados à inflação despencou e, por consequência, o Tesouro “congelou” as negociações. De acordo com especialistas ouvidos pelo Estadão, como os preços desses papéis não são atualizados instantaneamente, a suspensão visa evitar que investidores comprem caro demais, por exemplo.

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Fonte: Tesouro Direto

Para evitar perdas, mantenha os títulos

O Tesouro Prefixado 2025 desvalorizou 9,43% nos últimos 30 dias. No mesmo período, o IPCA+ 2045 recuou 11,39%. Como investidores viram seus títulos desvalorizarem, criou-se uma urgência para resgatar os recursos investidos. Porém, isso pode trazer ainda mais prejuízos.

Em entrevista ao Estadão, Sergio Gesteira, gerente da mesa de operações do Tesouro Nacional, explica que ao resgatar os títulos, os investidores ficam sujeitos aos preços e taxas da abertura do mercado no dia seguinte: “Independentemente de haver suspensão, após o fechamento do mercado, às 18 horas, o investidor sempre pode comprar ou resgatar”, complementou.

Com a piora das expectativas, o preço dos títulos públicos caiu, porém, quem fosse comprar pagaria uma taxa maior.

Para os especialistas é nesses casos que o investidor deve evitar resgatar o papel, pois irá perder dinheiro. Para evitar prejuízos, o recomendado é seguir até o final do vencimento do título porque dessa forma, mesmo com oscilações, o papel terá a exata rentabilidade acertada no momento da compra.

Leia a matéria na íntegra no Estadão: Turbulências suspenderam Tesouro Direto 29 vezes nos últimos 30 dias

 

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