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Eleições Brasil em 2022: O que fazer com o meu dinheiro?

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Estudo focado em avaliar o retorno dos ativos financeiros no Brasil em anos de eleições presidenciais, avaliar o retorno individual dos principais indicadores, e da mesma forma avaliar o desempenho de carteiras de investimento.
Eleições Brasil em 2022: O que fazer com o meu dinheiro?

Este estudo procura avaliar o retorno dos ativos financeiros no Brasil em anos de eleições presidenciais, avaliar o retorno individual dos principais indicadores, e da mesma forma avaliar o desempenho de carteiras de investimento.

O brasileiro de uma forma geral se assusta (diga-se de passagem, com razão) do que pode acontecer nas eleições presidenciais, sempre muito polarizadas e com candidatos de múltiplos perfis e discursos. A próxima em 2022 parece não ser diferente, então decidimos fazer um levantamento estatístico e avaliar de fato o que aconteceu com o mercado nas quatro eleições anteriores, de 2006 até 2018.

Foram feitos levantamento dos retornos nos anos completos utilizando os principais índices de referência do mercado, seja o CDI (Renda Fixa), o IBOV (ações), IMA-B (títulos públicos NTN-B, atrelados à inflação/IPCA), DÓLAR (variação câmbio dólar/real) e SP 500 (ações americanas em dólar, ou seja, sem o efeito do câmbio).

Acabou ficando de fora o IFIX (índice dos fundos imobiliários), visto que esse índice é relativamente novo, tendo surgido apenas em 2014, o que limitaria o escopo do estudo.

 

Desta forma temos o seguinte quadro de desempenho, já com o retorno médio dos 4 anos elencados.

Tabela comparativa de desempenho

Curiosamente o índice de pior retorno médio é DÓLAR, tendo caído em 2 dos 4 anos, e, por outro lado, a maior surpresa é o IMA-B, com retorno médio elevado, e ainda sim, bastante consistente em todos os anos! Além disso, fizemos uma simulação do desempenho de duas carteiras de investimento em cada um dos anos, uma conservadora e outra moderada. A carteira conservadora foi simulada com 60% em CDI, 30% em IMA-B e 10% em DÓLAR. A carteia moderada foi montada considerando: 30% em CDI, 30% em IMA-B, 20% em IBOV, 10% em DÓLAR e 10% em SP 500.

Carteira conservadora

60% em CDI

30% em IMA-B

10% em DÓLAR

Carteira moderada

30% em CDI

30% em IMA-B

20% em IBOV

10% em DÓLAR

10% em SP 500

Foram calculados ainda os retornos médios, e dados de volatilidade e eficiência em comparação com o CDI.  Vale destacar que a medida que incluímos ativos na carteira que possuem correlação negativa entre si, exemplo ações Brasil e dólar, ajuda a carteira a ter uma menor variação, tendo desta forma fundamental importância para diminuir as amplitudes de retornos ano a ano.

Por último, avaliamos o índice de eficiência, calculado pelo índice de Sharpe, que mede a relação retorno versus o risco, e neste caso ambas as carteiras têm eficiência acima de 0,00 o que indica uma relação de eficiência positiva (vale a pena correr o risco dessa carteira em detrimento à segurança do CDI).

Naturalmente retornos passados não garantem retornos futuros, mas podem nos dar uma indicação sobre as possibilidades de eventos ocorreram. O mercado financeiro não é tão obvio como as pessoas imaginam, por isso é tão difícil de prever e acertar os movimentos.

Ter carteiras diversificadas costumam ser sempre a melhor alternativa para, ao mesmo tempo, gerar segurança e ter possibilidades de retornos acima da média!

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