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Perspectivas para o cenário econômico em 2023

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Uma análise dos mercados brasileiro e global para quem vai investir esse ano e quer estar informado
Renda Fixa x Poupan

No Brasil, o mercado, agentes político-econômicos e cidadãos no geral estão com os olhos voltados para o Governo Lula III, a qual traz consigo diversas incertezas, e a principal delas é a fiscal. O presidente vem para o atual mandato com um histórico vistoso para muitos, principalmente no primeiro mandato, iniciado em 2002, em que obteve determinado êxito social e seguiu certo pragmatismo econômico. 

Todavia, em 2023 o novo governo do Partido dos Trabalhadores está diante de um cenário incerto, o Brasil, assim como a maioria dos países, passará por um ano marcado por dúvidas e desaceleração na economia. O novo governo apresenta falta de credibilidade com relação às contas públicas, porém outras instituições deverão servir de âncora para evitar mudanças catastróficas no ambiente de negócios doméstico. Além de manter o país longe de crises evitáveis, tendo em vista, a instabilidade já sofrida pelos cidadãos, como o endividamento recorde de famílias.

Cenário internacional

O ambiente global é um ponto a ser esclarecido, pois não há certeza se ocorrerá recuperação global e manutenção dos altos preços de commodities (semelhante ao primeiro mandato de Lula), ou agravamento da crise espalhada globalmente acrescido de baixo crescimento devido às condições financeiras apertadas (o que remete ao governo Dilma II).

A palavra incerteza está estampada no título da publicação de relatório do Fundo Monetário Internacional acerca de projeções para 2023. No estudo, a organização informa que o mundo deve passar por manutenção da desaceleração econômica, somado ao alto nível de desemprego, com inflação seguindo em níveis acima do comum, uma fase conhecida como estagflação. Esses efeitos podem ser observados nos dados e projeções da instituição e são advindos da COVID-19 e da invasão russa à Ucrânia, sem esquecer das políticas monetárias e fiscais ao redor do mundo.

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Fonte: Fundo Monetário Internacional; Elaboração: Phi Investimentos (Projeções no último ano).

Cenário Brasil

O atual governo já fez importantes alianças de capital político para aprovação de mudanças consideráveis no campo fiscal, porém o Brasil deve continuar a seguir a tendência mundial do “fim do dinheiro barato”, com taxas de juros elevadas, o que dificulta aceleração das atividades econômicas. 

E isso é uma questão relevante para as perspectivas econômicas no país, visto que o presidente já declarou oposição à ideia do aperto monetário. No entanto, o Banco Central e grande parte do meio político faz questão de deixar claro que não facilitará mudanças radicais no ambiente econômico nacional.

O comportamento de Lula é preocupante para variados agentes políticos e econômicos. Já que, por exemplo, promessas de revogação de cortes de gastos com o cenário atual e futuro são questões que podem acarretar problemas fiscais graves. Apesar disso, Câmara e Senado tiveram aumento na representatividade da direita, o que deve segurar reformas radicais nas contas públicas. 

Além disso, o Banco Central do Brasil deve praticar as ideias presentes no relatório do Fundo Monetário Internacional, e manter o planejamento com enfoque em restaurar a estabilidade dos preços. Nesse sentido, o governo tem de seguir um caminho minimamente restritivo, para alinhar-se com a política monetária.

Inflação

Boletim Focus projeta IPCA de 5,78% acumulado para esse ano. Como esperado, questões globais e domésticas terão peso nas variações de preço. Porém, a inflação para 2023 tende a ser levemente menor que a do ano anterior, considerando o aperto monetário sincronizado em todo globo, além da possível manutenção na queda dos preços de commodities.

Fonte: Banco Central do Brasil; Elaboração: Phi Investimentos (Projeções no último ano).

Juros

Historicamente, as taxas de juros brasileiras não se mantêm em picos por períodos maiores de 6 meses. Não obstante a isso, o cenário de desaceleração econômica e diminuição da inflação apontam para o Copom começar a abaixar a Selic esse ano. Com maior chance para quedas não tão adiantadas, e sim no decorrer dos últimos meses do ano, pois o conselho se mantém vigilante a possíveis cenários preocupantes com relação à variação de preços, como a primeira reunião em fevereiro de 2023 indicou.

Assim, seguindo as projeções do Relatório Anual 2023, da corretora Guide. A Selic deve manter-se no mesmo patamar de 13,75% por parte do ano, até o final do primeiro semestre, quando o cenário pode mudar, e a taxa pode chegar aos 11,75% em meados do ano atual.

Fique ligado!

Para os próximos artigos traremos perspectivas focadas em ativos promissores para 2023, analisando desde os mais conservadores na renda fixa aos mais arrojados da variável.

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