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Renda Fixa é melhor que a poupança?

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Fique por dentro da diferença entre investir e poupar. Além de conhecer algumas opções de investimentos rentáveis.
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Investir em Renda Fixa é uma opção que oferece mais proteção quando comparada a guardar dinheiro na caderneta de poupança. Esse é um fato desconhecido para muitos, que permanecem distantes dos investimentos. Nesse sentido, dados do Raio X do Investidor Brasileiro, estudo publicado pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (2022), apontam que 23% da população brasileira tem patrimônio na poupança, enquanto apenas 4% investe em títulos. Isso reflete a preferência dos brasileiros por segurança e, principalmente, comodidade.

Sendo assim, no Brasil, poupar é uma prática mais comum do que investir, e isso é um erro básico de planejamento financeiro. Vinicius Martins (2022), planejador de finanças pessoais com certificado CFP, afirma que o mercado de investimentos possui diversas oportunidades interessantes, e o acesso a essas opções vem, gradativamente, se tornando mais comum. E isso possibilita proteção aprimorada em casos como um cenário inflacionário e de necessidade por rentabilidade.

Como funciona a poupança?

A poupança foi planejada para ter rendimentos seguindo a Selic, taxa básica de juros da economia, e a TR, ou Taxa Referencial, que é baseada nas Letras do Tesouro Nacional.

Em resumo, as regras são estas:

  • A poupança rende 70% da Selic, caso essa esteja igual ou abaixo de 8,5% ao ano, mais a TR (historicamente sempre muito próxima de zero);
  • Já se a Selic passar de 8,5% ao ano, a poupança passa a render fixamente 0,5% ao mês e o acréscimo da TR.

Com isso, percebe-se que a rentabilidade depende diretamente dessas referências. E no final, os rendimentos podem ser ilusórios, a exemplo de 2021, ano em que rendeu 2,94%, enquanto a inflação acumulada, medida com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 10,06%. Nesse cenário, a variação real, considerando a inflação no período, foi de -6,47%, ou seja, o investidor perdeu poder de compra.

Por isso, a caderneta pode ser usada para poupar, mas não é uma aplicação, já que seus ganhos são tão pequenos que podem ser totalmente corroídos pela elevação dos preços. Como pode ser constatado na tabela a seguir, que ilustra as performances reais da poupança nos últimos anos:

AnoRendimentoInflaçãoGanho real
20212,94%10,06%-6,47%
20202,11%4,52%-2,31%
20194,26%4,31%-0,05%
Fonte: Banco Central e IBGE

A Renda Fixa

Quando feita a análise dos rendimentos da poupança, o investidor nota a necessidade de recorrer a um investimento rentável, mas sem deixar de lado segurança e proteção. O caminho ideal é encontrar uma alternativa na Renda Fixa, tendo em vista que essa categoria lidera no quesito estabilidade. Pois o modelo de remuneração praticado é conhecido antes da aplicação. Basicamente, o investidor empresta um capital, que após determinado período será devolvido com acréscimo de juros.

As três formas tradicionais de remuneração dessa classe são:

  • Prefixado: As taxas de juros são fixas e estabelecidos antes da aplicação, assim é possível saber exatamente o retorno no vencimento;
  • Pós-fixado: Nessa modalidade os juros são baseados em algum referencial, como o IPCA, e por isso não existe a possibilidade de saber exatamente quanto será recebido, já que a referência varia com o tempo;
  • Híbrido: É uma mistura das anteriores, em que uma parte da aplicação rende a taxa fixa e a outra segue um indicador que varia no prazo estipulado pela contratação.

Nesse mercado há alternativas as quais minimamente cobrem a inflação. Dentre elas estão os títulos públicos, como o IPCA+, um ativo híbrido que tem rendimento atrelado à variação dos preços com adição de uma taxa fixa.

CDB e CDI

Nessa mesma classe de investimento há os CDBs, ou Certificados de Depósito Bancário. Em resumo, são títulos privados ofertados por instituições financeiras que oferecem remuneração para clientes em troca de recursos para operações no presente. Esses ativos possibilitam ao investidor maior exploração das formas de contrato, pois, ao contrário dos títulos públicos, são ofertados por diversos emissores.

Um CDB pode ter rendimento melhor quando comparado a outras aplicações da Renda Fixa pois comumente segue como referência direta o CDI, Certificado de Depósito Interbancário. Um título de curtíssimo prazo emitido por bancos necessitados de capital para fechar o caixa no positivo, já que são obrigados a isso por lei. Esse produto é negociado a taxas de juros que acompanham a Selic e, por ser um empréstimo interbancário, possui risco quase nulo.

As taxas praticadas são utilizadas pela B3, a bolsa de valores brasileira, para o cálculo de uma média que resulta na Taxa DI (popularmente chamada de CDI), o principal referencial do mercado financeiro. E é considerada como tal pois os bancos passaram a usá-la como benchmark, ou parâmetro do mínimo para um investimento ser considerável, já que por ser livre de riscos, não faria sentido arriscar em troca de retorno igual ou inferior.

Em consequência disso, o mercado aderiu à prática, então ao fazer a análise de um ativo, é comum o termo “100% do CDI” ser utilizado. Mas não apenas a integralidade do CDI é ofertada, existem opções com percentual inferior ou superior, e as melhores, obviamente, são as que possuem porcentagens maiores. 

Opções seguras

Quando se fala sobre segurança, o risco de crédito surge como preocupação. No caso dos títulos públicos, é praticamente impossível um investidor não receber os rendimentos do contrato, graças à possibilidade de não cumprimento da dívida por parte do governo ser quase nula. Já nos títulos privados há um temor pela credibilidade da instituição emissora, porém é necessário colocar no radar o FGC, ou Fundo Garantidor de Crédito, o qual atua como uma espécie de seguro, que devolve até R$ 250 mil do valor aplicado por CPF e instituição financeira, no caso de descumprimento por parte do emissor.

Tributação

No que se refere a impostos, LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) surgem como alternativas com rendimentos levemente superiores aos da poupança, e livres de IR, o imposto de renda, e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), além de contarem com a cobertura do FGC.

Já nos títulos, o IR incide apenas sobre os rendimentos, e tem percentual variável de acordo com a duração da aplicação. Dessa maneira, os investidores de longo prazo se beneficiam, pois quanto mais tempo mantiver o investimento, menor será o tributo pago, e o IOF apenas incidirá se houver resgate num período inferior a 30 dias a partir da aplicação.

As alíquotas sobre os títulos são as seguintes:

  • Até 180 dias: 22,5%;
  • Entre 181 a 360 dias: 20%;
  • Entre 361 a 720 dias: 17,5%;
  • Acima de 720 dias: 15%.

O combate à inflação

Um dos principais termos utilizados no mercado financeiro é a famosa Selic, o principal instrumento do Banco Central para controle da inflação, considerando que quando a subida de preços está superior à esperada, o Copom (Comitê de Política Monetária) eleva a taxa, encarecendo o crédito, e com empréstimos e financiamentos mais caros, o consumo tende a diminuir.

Seguindo a política econômica atual de combate à elevação dos preços, essa taxa está elevada. Tendo em vista que, em 2020, no ápice da pandemia, chegou ao seu ponto mais baixo na história, de 2%, e em 2022, está a 13,75%, próxima ao topo histórico.

Portanto, é importante o foco em rendimentos que superem os aumentos nos níveis de preços, principalmente no cenário posto, advindo de crises externas ao mercado, que impactaram profundamente o mesmo.

Para enxergar esses impactos, pode-se novamente verificar dados do Raio X do Investidor Brasileiro (2022), de que 62% dos cidadãos tiveram perda total ou parcial de renda. Ademais, 54% da população precisou de dinheiro para alguma emergência. Com isso, a lógica leva à retirada de recursos poupados e investidos, acarretando queda na poupança e investimentos.

Esse contexto explicita a necessidade de rendimentos estáveis e rentáveis por parte do investidor brasileiro. Como a poupança não tem conseguido cobrir a subida de preços, a Renda Fixa surge como segmento adequado para esses objetivos a fim de compor uma reserva de emergência e criar patrimônio.

Para saber mais sobre essa tão importante modalidade de investimento, conhecer melhor os ativos desse mercado e começar a investir com assessoria gratuita, visite este link.

Por Matheus Alexandre de Faria. Estagiário do Estúdio de Phinanças e Graduando em Economia pela PUCPR, sob orientação da Prof° Dra. Andréia Ribeiro da Luz

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